Baixa Pombalina, Lisboa

Foi analisado o comportamento sísmico do edifício, estimando potenciais zonas críticas que obriguem a uma necessidade de reforço estrutural.

Foi efectuada a avaliação de segurança estrutural face à acção sísmica de um edifício na baixa Pombalina, constituído por dois corpos e perfazendo uma área total de aproximadamente 1850m2. O corpo principal do edifício foi construído após o sismo de 1755, denotando algumas características dos edifícios dessa época nomeadamente a existência da gaiola pombalina, paredes exteriores de alvenaria de pedra, paredes interiores em frontal, escadas, pavimentos e cobertura de madeira. No entanto, um conjunto de intervenções ao longo do séc. XX alterou de forma significativa o seu funcionamento estrutural, particularmente através da introdução de novos elementos em betão-armado.

Tendo por base as plantas e elementos recolhidos numa pesquisa histórica, foi realizada uma inspecção ao edifício mediante sondagens e ensaios in situ não destrutivos, com o intuito de aprofundar o conhecimento dos sistemas construtivos e alterações realizadas. Dos ensaios in situ não destrutivos realizados no edifício destaca-se o de identificação dinâmica através de vibração ambiental. Foram estrategicamente colocados sismógrafos em diversos pontos da estrutura, permitindo relacionar as leituras entre si e obter, para cada frequência própria, um traçado da deformada modal correspondente e respectivas características mecânicas.

Após recolhidas todas as características geométricas e mecânicas do edifício, foi então realizado um modelo numérico de elementos finitos. Numa primeira fase este modelo foi calibrado em função dos valores obtidos nos ensaios de identificação dinâmica e, posteriormente, foi então utilizado para a avaliação de segurança sísmica do edifício. A análise sísmica e a verificação de segurança foram efectuadas com recurso a um método de análise que permite simular o comportamento não linear da estrutura, tendo os resultados permitido localizar as zonas mais vulneráveis do edifício e apontar algumas medidas de intervenção que poderiam ser tomadas no sentido de minimizar o impacto de uma acção sísmica sobre o edifício.



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