Rua das Flores, Porto

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O objectivo do projecto foi o de reabilitar o edifício de forma a torná-lo habitável, preservando e valorizando as suas características arquitectónicas originais. 

De acordo com informações recolhidas, o edifício, com data de construção que se estima entre o fim do século XVII e o início do século XVIII, já serviu vários fins, nomeadamente de habitação, de comércio, como estabelecimento hoteleiro ou de ensino, facto que se reflecte na sua organização interna actual.

O edifício com uma área de construção de aproximadamente 1200m2, de uma forma geral, apresenta uma tipologia construtiva tradicional para a época na região do Porto: fachadas de alvenaria de pedra, pavimentos de madeira constituídos por soalho sobre vigas apoiadas nas paredes de alvenaria de pedra das empenas, das fachadas e interiores, e ainda em paredes de tabique de divisão dos compartimentos.

O NCREP desenvolveu o trabalho em duas fases: a 1ª fase envolveu a Inspecção e o Diagnóstico Estrutural do edifício; a 2ª fase, que foi realizada de acordo com os resultados obtidos na 1ª fase, integrou o projecto de estabilidade, em particular a preconização de intervenções de reabilitação/reforço estrutural do existente.

As acções de Inspecção e Diagnóstico permitiram avaliar os danos existentes e as suas causas, através do qual se conclui que o edifício apresenta um razoável estado de conservação, sendo viável a manutenção de uma parte considerável dos elementos estruturais, através de acções de reabilitação e (ou) reforço estrutural de carácter pontual. Adicionalmente, por forma, a monitorizar alguns danos detectadas e a sua evolução no tempo foi instalado um sistema de monitorização estático no edifício (fissurómetros).

Na sequência da 1ª fase foi desenvolvido o projecto de estabilidade, em que a solução estrutural preconizada, para além de ter sido concebida de forma a cumprir exigências técnicas e económicas e os requisitos arquitectónicos, procurou ter em conta os materiais e sistemas estruturais existentes. O projecto de estabilidade teve em particular atenção a necessidade de melhorar a ligação entre elementos verticais (paredes portantes) e entre estes e os elementos horizontais (pavimentos e cobertura) de modo a promover o funcionamento do edifício como uma caixa fechada, bem ligada, e com isso permitir uma boa distribuição das acções horizontais por toda a estrutura e aumentar a sua capacidade resistente a este tipo de acções.



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